Unifesp Guarulhos não deve ter calouros em 2013

A Universidade Federal da Cidade de São Paulo (Unifesp) avalia cancelar o ingresso de novos alunos no campus de Guarulhos no início de 2013. Segundo informações da assessoria de imprensa da instituição, essa é uma das alternativas cogitadas pelo reitor, Walter Albertoni, em razão da greve dos estudantes da unidade, que durou cinco meses. “Os alunos que entraram neste ano tiveram apenas duas semanas de aula, o mais lógico é pular um ano. Podemos até fazer processo seletivo agora, mas para os estudantes ingressarem mais tarde”, afirmou.

O retorno às aulas no campus está marcado para o próximo dia 10 e professores terão de repor todas as aulas perdidas. Entre os dias 25 de maio de 17 de agosto, docentes também interromperam as atividades em razão da greve nacional das instituições federais – que contou com a participação de 57 de 59 faculdades federais. No momento, 48 universidades ainda estão total ou parcialmente sem aula.

Além do comprometimento do calendário escolar, em razão da greve de alunos e professores, o campus de Guarulhos sofre com a falta de infraestrutura. Para o próximo semestre, professores avaliam que não haverá condições de garantir adequações físicas a todos os estudantes.





O prédio principal de Guarulhos, que deveria ter sido entregue no segundo semestre de 2010, ainda sequer foi licitado. A última tentativa de licitação, realizada há uma semana, fracassou. Conforme a Unifesp, nenhuma das 11 construtoras que realizaram vistoria na unidade respondeu à convocação para abertura dos envelopes de orçamento. Desta forma, ainda não há previsão para início da obra.

Apesar de ser a principal alternativa levantada pela Unifesp, a decisão de cancelar a entrada de novos alunos ainda deve ser oficializada pelo Conselho Universitário até o dia 31 de outubro. Depois disso, é preciso que o Ministério da Educação (MEC) autorize alterações no processo seletivo.

Futuro do campus – Em razão das queixas da comunidade acadêmica, um ciclo de debates discute, até quarta-feira, o futuro da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH), nome oficial da unidade de Guarulhos. O evento foi motivado pelo envio à reitoria, por parte dos docentes, de um dossiê pedindo que a Unifesp deixe Guarulhos e se instale no centro da cidade de São Paulo. Os debates são realizados por uma comissão especial, composta por representantes de alunos e professores dos seis cursos ministrados no campus, além de acadêmicos de outras instituições. Albertoni já descartou a ideia de retirar a Unifesp da cidade, mas afirmou que alguns cursos podem ser transferidos se houver necessidade.

Fonte: Portal Veja





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